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Resenha do livro Estranha Perfeição, de Abbi Glines

10 de janeiro de 2015

Apesar da narrativa com momentos clichês típicos de romances adolescentes, Abbi Glines tem algo que me faz querer saber cada vez mais sobre os personagens da história. Em Estranha Perfeição, a autora traz o desenvolvimento de um relacionamento complicado e proibido entre Della Sloane, uma garota que teve uma grande perda no passado e constantemente é assombrada por pesadelos que a fazem acordar gritando durante a madrugada, e Woods Kerrington, herdeiro do country club Kerrington que desde criança teve seu casamento arranjado com Angelina Greystone para que possa ocorrer uma futura fusão entre duas empresas e ele assuma o cargo de presidente.

Intercalando o ponto de vista dos protagonistas, é possível perceber como Della e Woods lutam contra os próprios sentimentos para seguir o que eles pensam que é correto. Ela não quer ser nem um pouco parecida com a mãe e acha que não pode ser amada por outra pessoa. Ele quer se livrar do controle do pai e assumir o próprio destino, sem ordens ou chantagens. O que eles não esperavam é que o destino fosse criar inúmeros obstáculos que fariam com que eles refletissem sobre como cada escolha deve ser feita com muito cuidado, pois as consequências podem ser inesperadas quando se trata de pessoas em busca pelo poder.

Seguindo as características do gênero New Adult, há os dramas familiares, a forte indecisão sobre o futuro e uma paixão intensa cheia de altos e baixos. Diferentemente de Paixão Sem Limites, dessa vez Angelina assume o papel de vilã na trama e age como um garota rica e mimada que não mede esforços para alcançar aquilo que deseja, nem que para isso ela precise prejudicar outras pessoas.

Estranha Perfeição é sexy e intenso com protagonistas que fazem com que o leitor sofra com eles durante a leitura. Já estou ansiosa para conferir a continuação que, com certeza, vai me deixar ainda mais apaixonada pelo Woods!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

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Resenha do livro Bela Distração, de Jamie McGuire

7 de janeiro de 2015

Se eu já me apaixonei por Belo Desastre, Desastre Iminente e Belo Casamento, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que estou em um relacionamento sério com a família Maddox após finalizar a leitura de Bela Distração, um spin-off que traz a sensibilidade de um amor complicado e as aventuras de personagens que vão te conquistar durante os capítulos.

O livro é narrado por Camila Camlin, uma jovem forte e independente que divide seu tempo entre cursar faculdade, trabalhar como bartender no The Red Door e salvar seu relacionamento a longa distância com T.J., que parece estar sempre ocupado com o misterioso emprego. Mas é só quando Trenton Maddox, conhecido pelo seu charme, sensualidade e sua reputação de ter uma vasta lista de mulheres de uma só noite, resolve entrar em sua vida, é que Cami passa questionar tudo que ela tinha certeza que era certo. Ela quer controlar seus sentimentos com medo de se machucar. Ele quer conquistá-la a todo custo, sem se importar com a concorrência. Quando se trata do coração, é impossível evitar fortes sentimentos.

Jamie McGuire traz uma narrativa simples, leve e envolvente com protagonistas que lidam com uma realidade bem próxima da nossa, nada que vá ser clichê ou que seja um conto de fadas. O que mais me deixou apaixonada pela história foi o fato de que Cami e Trent tem um relacionamento sem aqueles altos e baixos de Abby e Travis, que também aparecem na trama. Trent tem o temperamento de um Maddox, mas é extremamente romântico e ao longo das páginas vai mostrando uma personalidade que me fez amá-lo e torcer para que ele conseguisse conquistar a mulher por quem já estava apaixonado há muito tempo.

O triângulo amoroso é inevitável, mas foi bem trabalhado pela autora. T.J. é um personagem que vai te deixar com muita raiva por diversos motivos e, no final, você vai compreender a razão de todos os acontecimentos. E aqui fica a minha recomendação (quase ordem) para quem gosta de ler a última página do livro: não leia! Garanto que vai tirar toda vontade que você terá de desvendar os mistérios de T.J., um personagem que prefere viver no anonimato.

Viciada. É exatamente assim que me senti após terminar de ler uma história cheia de sensualidade e protagonistas carismáticos. Bela Distração entrou para lista de favoritos de 2015 e já vou preparar minha poupança para os próximos lançamentos dessa série, pois a falência, com certeza, será inevitável.

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

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Resenha do livro Eve & Adam, de Michael Grant e Katherine Applegate

3 de janeiro de 2015

Eve é uma adolescente conhecida por ser filha única de Terra Spiker, uma temida e poderosa geneticista de personalidade fria e arrogante. Ela achava que era uma garota comum até ser atropelada por um carro e, ao receber a notícia de que uma de suas pernas teria que ser amputada, ser retirada rapidamente do hospital pela sua mãe e levada para o Spiker Biopharmaceuticals, em que recebe um tratamento capaz de deixá-la em perfeito estado novamente (ou era isso que ela pensava).

Durante sua estadia na empresa, Eve conhece Solo, um jovem atraente e misterioso que parece odiar profundamente Terra Spiker. Mas quando ela tenta descobrir mais sobre ele, recebe uma tarefa de sua mãe: testar um software capaz de criar um ser humano perfeito de acordo com manipulação de genes. Concentrada no seu trabalho como nova chefe do projeto, ela cria Adam, o homem feito sob medida para ser sua alma gêmea. Entretanto, brincar de Deus tem suas consequências e Eve vai descobrir, da pior forma, que é preciso olhar muito além das aparências.

Com diagramação bem caprichada e uma capa que simboliza perfeitamente a trama, Eve & Adam é um livro que traz uma discussão já conhecida pelos cientistas, que questiona até que pontos eles devem ir em busca de grandes avanços na ciência e na tecnologia sem deixar a ética de lado. Os autores acertaram na escolha do tema e na construção de uma narrativa envolvente, mas erraram ao alternar os capítulos entre três personagens. Em alguns momentos fiquei confusa com a cronologia dos acontecimentos, pois alguns eram tratados com profundidade, e outros com superficialidade.

Apesar dos pontos negativos, o leitor, assim como eu, vai se surpreender ao ler as últimas páginas que vão te deixar não só ansioso, mas com muita vontade de desvendar os mistérios do próximo livro da série.

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

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Resenha do livro Enfeitiçadas, de Jessica Spotswood

2 de janeiro de 2015

Sabe quando você lê um livro com poucas expectativas e acaba se surpreendendo com uma história muito interessante e que prende sua atenção até as últimas páginas, deixando aquele gostinho de “quero mais”? Foi o que aconteceu quando terminei de ler Enfeitiçadas, primeiro livro da série As crônicas das irmãs bruxas, de Jessica Spotswood.

Tudo acontece no século XIX, período em que bruxas existem e são caçadas pela Fraternidade, um governo composto por homens chamados de Irmãos que obrigam mulheres a serem submissas, sem permissão para buscar o conhecimento e sempre evitar qualquer caminho em direção ao que eles possam considerar como perdição. Entretanto, o principal papel dos membros dessa “religião” é caçar e punir qualquer mulher com o mínimo indício de bruxaria.

Cate, Maura e Tess são bruxas e com a Fraternidade conquistando mais poder na sociedade, elas precisam tomar cuidado com cada detalhe da vida delas para não levantar suspeitas, pois há espiões por todos os lugares. Desde o falecimento da mãe delas, Cate, a irmã mais velha, assumiu todas as responsabilidades para manter suas irmãs mais novas, Maura e Tess, seguras. Como se isso não bastasse, ela ainda precisa anunciar, antes de completar dezessete anos, se vai se unir à Irmandade, grupo religioso composto somente por mulheres, ou o seu noivado. Caso ela não tome nenhuma decisão quando o momento chegar, a Fraternidade decidirá por ela.

Mas o que Cate não esperava é que ao encontrar o diário de sua mãe, fosse descobrir que há uma profecia que pode trazer a liberdade de volta para as bruxas ou mais um período de caos e terror. O pior de tudo? Ela é uma das principais responsáveis pelo resultado dessa profecia. Agora ela não só precisa lidar com mais uma grande responsabilidade, como tem seu coração dividido entre Paul, seu melhor amigo de infância, e Finn, um jovem misterioso.

Enfeitaçadas traz uma narrativa bem construída e que relata o papel da mulher naquela época, em que a figura feminina não devia pensar e somente obedecer. Além disso, é possível ver que a autora faz com que o leitor constantemente reflita sobre os conceitos de certo ou errado por meio de diversas situações vivenciadas pela protagonista.

Para quem gosta desse gênero, não pode perder a oportunidade de conferir essa trama maravilhosa!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©