Resenhas

Resenha do livro O Inferno de Gabriel, de Sylvain Reynard

28 de dezembro de 2014

Uma vasta aula sobre cultura, um protagonista que é atormentado pelas feridas do passado e uma protagonista que busca superar os traumas vivenciados na infância. Sylvain Reynard não poupou esforços para escrever uma história que além de trazer romance na medida certa, busca valorizar grandes, e conhecidas, obras literárias.

Publicado no Brasil pela Arqueiro, O Inferno de Gabriel é o primeiro volume de uma trilogia que retrata a vida de Gabriel Emerson, um professor de uma Universidade em Toronto que é especialista em Dante e divide seu tempo entre ser um excelente mestre durante o dia e um homem que não se nega aos prazeres da luxúria durante a noite, e a vida de Julia Mitchell, uma jovem que realiza o mestrado na mesma Universidade que Gabriel e tenta seguir uma vida comum, mesmo tendo medo que os fantasmas do seu passado voltem a assombrá-la.

O livro é narrado em terceira pessoa e os conflitos vivenciados pelos protagonistas são bem construídos. Enquanto Gabriel é um homem atraente que utiliza a frieza como uma barreira para esconder seus verdadeiros sentimentos, Julia é uma jovem inteligente, mas que possui certa fragilidade quando se trata de amor. Entre altos e baixos, eles vão vivenciar não só um amor proibido, mas algo bem próximo da redenção dos acontecimentos do passado.

O mais interessante da trama é o fato dela ser influenciada pela obra de Dante. Então não espere algo clichê, mas uma história que vai te fazer devorar o livro em questão de horas!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

Resenhas

Resenha do Livro Réquiem, de Lauren Oliver

27 de dezembro de 2014

AVISO: Réquiem é o terceiro, e último, livro de uma trilogia escrita por Lauren Oliver, lançada no Brasil pela Editora Intrínseca. Caso você ainda não tenha lido o primeiro livro, Delírio, ou o segundo, Pandemônio, poderá encontrar spoilers deles nesta resenha.

E após ficar encarando a última página do livro Pandemônio, como se não acreditasse que o Alex, por meio de algum milagre, tivesse sobrevivido, finalmente tive a oportunidade de saciar minha curiosidade/ansiedade com Réquiem, o tão esperado desfecho da trilogia.

Com um início morno, a narrativa é intercalada entre Lena, protagonista, e Hana, sua melhor amiga que passou pelo processo de cura. De um lado, temos o relato de uma adolescente que teve que amadurecer rapidamente, que se aproximou de Julian e que reencontrou Alex completamente mudado. Do outro, temos uma garota que precisa se casar com o futuro prefeito da cidade para manter a ordem, mas acaba percebendo que a vida não é um conto de fadas e que os erros do passado sempre vão voltar para assombrá-la.

Os Inválidos agora possuem aliados da Resistência e precisam de um bom plano para poder alcançar um único objetivo em comum: liberdade. Mas é claro que acordos podem ser quebrados e as consequências, como sempre, serão devastadoras.

Confesso que fiquei com certo receio de que fosse abandonar a leitura de Réquiem logo na metade da história, pois uma rebelião estava acontecendo, mas o foco dos capítulos era para o mimimi da vida amorosa de Lena e uma Hana que ficava entre estar arrependida (ou não) pelo erro que cometeu com sua melhor amiga.

O final foi inconclusivo e senti que a autora quis falar sobre todos os acontecimentos nas últimas páginas. O que me fez continuar a leitura, sem sombra de dúvidas, foi a curiosidade para conferir qual seria o futuro de Alex, que me surpreendeu, e o resultado de todas as revoltas que estavam acontecendo.

Lauren Oliver não superou minhas expectativas, mas não me arrependo de ter lido Réquiem. O livro é bom, mas poderia ter sido melhor. Para quem leu os dois primeiros da série, vale a pena conferir o desfecho.

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

Notícias

Confira um trecho de A Herdeira, quarto livro da série ‘A Seleção’

26 de dezembro de 2014

E a ansiedade dos leitores fica cada vez mais forte para conferir A Herdeira, quarto livro da série A Seleção, que tem como protagonista Eadlyn, filha mais velha de America Singer e Maxon. Com lançamento previsto para 5 de maio, a Editora Seguinte aproveitou e divulgou um trecho traduzido da história. Confira:

Eu não conseguiria prender a respiração por sete minutos. Não conseguiria sequer chegar a um minuto. Uma vez tentei correr uma milha em sete minutos, depois de ouvir que alguns atletas conseguem fazê-lo em quatro, mas falhei miseravelmente quando uma dor lateral me incapacitou na metade da distância.

Todavia, tem uma coisa que eu consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas diria ser muito impressionante: eu virei rainha.

Por meros sete minutos eu cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, então o trono que deveria ser dele virou meu. Se eu tivesse nascido uma geração antes, não teria feito diferença. Ahren era o homem, então ele teria sido o herdeiro.

Infelizmente, a Mãe e o Pai não aguentariam ver seu primogênito perder um título graças a um par de seios inesperados, porém muito graciosos. Então eles mudaram a lei, e o povo comemorou, e eu fui treinada todos os dias para virar a próxima regente de Illéa.

O que eles não entendiam é que essas tentativas de tornar minha vida mais justa pareciam muito injustas pra mim.

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Resenha do livro O dia em que b apareceu, de Milu Leite

24 de dezembro de 2014

Já imaginou um personagem que cria uma outra história dentro do mesmo livro? Se você não acha isso possível, ainda não conheceu Bernardo, protagonista de O dia em que b apareceu e narrador de sua própria trama. Ele é um garoto que prefere ser chamado apenas de b (com fonte Verdana e em minúsculo), mora com a avó e nunca conseguiu encontrar um lugar que pudesse se sentir seguro e confiante, pois sofre com a solidão e piadinhas de seus colegas por ser superdotado.

Após ganhar um concurso literário, ele agora tem uma missão: escrever um livro em apenas um ano. Para isso, b vai se inspirar em um grupo de quatro adolescentes que ele sempre observou através de sua janela. Será que b está preparado para enfrentar esse novo desafio?

Com diagramação caprichada, belíssimas ilustrações de Sergio Magno e uma narrativa envolvente, Milu Leite consegue explorar, com muita delicadeza, os sentimentos e conflitos lidados constantemente por Bernardo. Um garoto que ganha voz, conforto e confiança por meio da escrita.

Para quem gosta de leituras leves, não pode deixar de conferir esse infantojuvenil!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©