Resenhas de Livros

Resenha do livro O Duque e Eu, de Julia Quinn

1 de janeiro de 2014

Livro: O Duque e Eu – Os Bridgertons – 1
Autora: Julia Quinn
Número de páginas: 288
Editora: Arqueiro

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Publicado no Brasil pela Editora Arqueiro, O Duque e Eu é o primeiro dos oito livros da série Os Bridgertons, de Julia Quinn, e traz uma história sobre o primeiro amor e a dificuldade de vivenciá-lo dentro das regras e fofocas da alta sociedade.

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings de olhos azul-claros, viajou o mundo durante seis anos após ter sido rejeitado pelo seu pai, que nunca demonstrou nenhum apoio para suas dificuldades quando criança. Após o falecimento dele, ele decide retornar a Londres e acaba sendo abordado por inúmeras mães em eventos, que querem arrumar um bom partido para suas filhas. O que elas não sabem é que ele não suporta a ideia de se casar. Segundo ele, isso nunca vai acontecer.

Daphne Bridgerton possui uma personalidade forte e carismática, mas não aguenta mais a obsessão de sua mãe em encontrar um bom partido para ela, principalmente agora que seu nome está sendo citado na coluna de Lady Whistledown, uma escritora anônima que relata os principais boatos e acontecimentos dos grandes bailes e faz elogios ou insultos sobre as pessoas da alta sociedade, sem esconder nenhuma identidade. Quando ela encontra o tão esperado duque de Hastings, não imaginava que ele fosse lhe fazer uma estranha proposta: fingir que vai cortejá-la para afastar as mulheres que pensam em ter algum tipo de relacionamento com ele e atrair vários pretendentes para ela, pois o interesse de um duque a tornará mais atrativa aos olhos dos outros homens.

Mas será que eles irão conseguir resistir a um sentimento intenso e desconhecido?

“Mas, enquanto subiam juntos em direção aos outros, ela não pensava em sua família, nem no observatório, tampouco em longitude. Em vez disso, perguntava-se por que estava sentindo a estranha necessidade de jogar os braços ao redor do duque e nunca mais soltá-lo.” QUINN, Julia. O Duque e Eu. (pág. 115)

Para começar as leituras de 2014, escolhi um romance de época que estava muito curiosa para conferir. Julia Quinn criou uma narrativa leve que flui com facilidade e faz com que você queira devorar o livro em poucas horas. Os protagonistas possuem qualidades e defeitos que os aproximam do leitor, assim como as dificuldades que eles enfrentam quando percebem que o que era para ser apenas uma relação de amizade acaba se tornando algo mais.

“A boca dele capturou a dela, tentando demonstrar com um beijo o que ainda estava aprendendo a expressar com palavras. Ele a amava. Idolatrava. Faria qualquer coisa por ela.” QUINN, Julia. O Duque e Eu. (pág. 267)

O mais interessante é que a autora traz o relacionamento familiar como foco principal da trama. Creio que seja isso que torna o livro tão surpreendente, fugindo dos romances cheios com o esperado clichê.

O Duque e Eu é uma ótima opção para quem deseja se aventurar em uma história com cenas cheias de romance e humor na medida certa!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

Resenhas de Livros

Resenha do livro Anjos à Mesa, de Debbie Macomber

31 de dezembro de 2013

Livro: Anjos à Mesa
Autora: Debbie Macomber
Número de páginas: 224
Editora: Novo Conceito

Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal… Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.

Já imaginou quantas vezes algo aconteceu de forma tão inesperada que você teve certeza de que era um milagre? Bom, talvez isso seja obra de Shirley, Goodness e Mercy, três Embaixadoras da Oração que aprontam poucas e boas na Terra. Para mostrar ao Will, anjo em treinamento, como ele deve trabalhar com os humanos, elas decidem levá-lo para aproveitar a festa de fim de ano da Times Square. Entretanto, o que era para ser só um divertimento acaba se tornando algo mais quando ele une duas pessoas solitárias, desafiando as regras do destino.

Segundo o anjo Gabriel, Lucie Ferrara e Aren Fairchild deveriam se conhecer depois de muitos anos. Por conta da interferência de Will, eles acabaram se esbarrando antes do esperado e, após um encontro que não deu certo, eles perdem contato. Enquanto Lucie é uma renomada chef de cozinha do restaurante Encantos Divinos, Aren é um crítico gastronômico do jornal Gazeta de Nova York e utiliza o pseudônimo Eaton Well em suas matérias.

Até que ponto os anjos podem interferir no reencontro de almas gêmeas? Ou será que o destino tem outros planos para eles?

Não imaginava que fosse me divertir tanto ao lado de quatro anjos em Anjos à Mesa, um livro que possui uma narrativa leve, envolvente e extremamente divertida. Quem nunca tentou ajudar alguém com a melhor das intenções e acabou piorando a situação, não é mesmo? A diagramação do livro também está impecável, com uma capa bem construída e lindos detalhes no canto superior e inferior de cada página.

“Apesar de todas as exigências de sua vida, Lucie não conseguia deixar de se apaixonar por Aren. Ele era fácil de amar.” MACOMBER, Debbie. Anjos à Mesa. (pág. 172)

Debbie Macomber traz uma história sobre esperança, superação e amor verdadeiro com personagens carismáticos e que possuem características que o leitor vai se identificar. Admito, não poderia ter escolhido uma trama melhor para finalizar minhas leituras de 2013!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

Resenhas de Livros

Resenha do livro O mundo pelos olhos de Bob, de James Bowen

30 de dezembro de 2013

Livro: O mundo pelos olhos de Bob
Autor: James Bowen
Número de páginas: 368
Editora: Novo Conceito

Depois de um passado difícil, James foi adotado pelo gato Bob. Agora os dois têm um emprego de verdade (são vendedores ambulantes de revistas) e se tornaram personalidades conhecidas em toda Londres. Bob tem muitos admiradores, que passam todos os dias para vê-lo – alguns deles trazem cachecóis de lã para ajudá-lo a enfrentar os dias mais gelados. Entre truques adoráveis e manhãs de puro mau humor, Bob e James se tornam cada vez mais inseparáveis. Por trás da divertida história de um homem às voltas com seu animal de estimação, o segundo livro de James Bowen fala sobre amizade, ¬ delidade e esperança. Bob se torna a chave que traz James de volta ao mundo, a motivação que faltava para sua decisiva volta por cima. Impossível terminar de ler O mundo pelos olhos de Bob sem querer abraçar seu pet – ou adotar um! Apaixone-se…

Após relatar a verdadeira realidade dos moradores de rua e sua luta contra as drogas em Um Gato de rua chamado Bob, James Bowen agora traz uma história sobre suas batalhas do dia a dia ao lado de Bob, um gato laranja que lhe deu a esperança necessária para buscar um futuro melhor.

“Ainda não sei se fui eu quem encontrou Bob ou se foi ele quem me encontrou. O que sei é que sem ele eu estaria completamente perdido.” – BOWEN, James. O mundo pelos olhos de Bob.

Publicado no Brasil pela Novo Conceito, O Mundo pelos Olhos de Bob é um livro que reflete a simplicidade e humildade de seu autor. Ao longo da leitura, senti que não estava apenas lendo mais uma história, mas como se Bowen estivesse ao meu lado, contando suas experiências, os problemas pelos quais passou e a surpresa ao descobrir o sucesso do seu primeiro livro.

“Nunca imaginei que tocaria a vida de uma pessoa, muito menos milhares delas.” – BOWEN, James. O mundo pelos olhos de Bob. (pág. 208)

A relação que há entre James e Bob é pura e verdadeira. A trama mostra a beleza e bondade que há em algumas pessoas, mas também a maldade que há em outras que não medem esforços para separar duas almas gêmeas que querem apenas sobreviver com pequenos momentos de felicidade.

“Bob tinha me ajudado a restaurar a fé em mim mesmo e no mundo ao meu redor. Ele me mostrara esperança quando eu realmente não exergava muito. Acima de tudo, ele me dera o amor incondicional de que cada um de nós precisa.” – BOWEN, James. O mundo pelos olhos de Bob. (pág. 219)

Foi interessante ver como o autor não acreditava que a primeira publicação de sua obra fosse ser um sucesso. Para ele, ia ser algo passageiro, assim como muitas coisas em sua vida. Seu único desejo é que o livro vendesse o suficiente para que ele fosse capaz de dar uma vida melhor para Bob.

“Eu não era um autor típico, não era uma personalidade pública refinada, ainda era um cara que operava à margem da sociedade. Ou, pelo menos, é como me sentia. Eu sabia que as pessoas amariam Bob, mas estava apavorado que me odiassem.” – BOWEN, James. O mundo pelos olhos de Bob. (pág. 209)

Com muitas lições de vida e capítulos que emocionam, James Bowen mais uma vez conquistou meu coração. Leitura mais do que recomendada!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©