Livro: Delírio
Autor(a): Lauren Oliver
Número de páginas: 352
Editora: Intrínseca

Imagine uma sociedade em que o amor não é a cura, mas a doença. Ele faz com que os seres humanos tomem decisões irracionais, capazes de acabar com uma sociedade, com um planeta. Sentir o coração acelerado, ter algum afeto por um conhecido, demonstrar carinho por alguém próximo – filho ou marido – sentimentos e gestos que entram na categoria de sintomas da doença. Uma doença que – de acordo com os cientistas – pode ser curada. Você não precisa amar – e consequentemente – não precisa sofrer. Eles escolhem quem te acompanhará até a sua velhice – o seu companheiro. Se você não buscar a cura, será diagnosticado com o “Amor deliria nervosa”. Uma doença que te levará a morte – ou pior – a loucura.

Lena é uma garota que conta os dias para ser curada devido ao seu passado – sua mãe foi infectada e cometeu suicídio. Ela não quer ser igual à mãe, de forma alguma. Lena respeita todas as regras que o governo impõe – sem nunca questioná-las. Entretanto, ao fazer a sua pré-avaliação em um dos laboratórios do governo – em que ela ia muito mal, dando respostas que não eram as esperadas pelas pessoas que a estavam avaliando – vê a sala sendo invadida por vacas – e percebe que há um garoto observando toda a confusão. Um garoto que aparentava estar se divertindo com a situação. Ela – mais tarde – descobriria que os inválidos – pessoas que conseguiram fugir do governo – foram os responsáveis pelo ocorrido. E que o garoto que ela viu, seria aquele que a faria questionar sobre tudo – principalmente sobre as regras que sempre obedeceu.

Lauren Oliver nos apresenta um romance distópico – que é a nova moda dos escritores – mas que não possui nada de inovador. Já é de conhecimento de todos que a sociedade caminha em direção à destruição – visto que estamos acabando com tudo de bom que o planeta nos oferece. Quando a situação ficar insustentável, irão buscar algo – ou alguém – para colocar a culpa. E isso – meu caro leitor – foi o que aconteceu em “Delírio”. O amor – sentimento que é almejado por todos – foi considerado uma doença. Segundo os cientistas, o amor era capaz de levar o ser humano a insanidade. Mas será que tirando o amor das pessoas, o mundo seria um lugar pacifico? Um lugar sem guerras, destruição ou ódio? Pois a resposta é simples: Não!

Olhe para a sociedade em que vivemos. Todo dia – ao ligar a televisão – você se depara com casos inacreditáveis, notícias que o faz refletir e chegar à conclusão de que há monstros na sociedade. Se isso acontece em uma sociedade em que todos são capazes de amar, imagine em uma em que ninguém é capaz de senti-lo…

Do outro lado, a autora apresenta os personagens que vão mudando conforme a narrativa vai fluindo. Quando Lena começa a questionar sobre o sistema em que vive, ela passa a romper a ilusão criada pelo governo. A verdade promete liberdade, mas não evita o sofrimento. Alex – um personagem de extrema importância para a trama – conseguiu me conquistar de inúmeras formas. E – com certeza – também irá te conquistar!

“Delírio” é o tipo de livro que pode ser devorado – ou lido com muita calma e atenção. Você – lendo de um jeito ou de outro – irá finalizar a leitura sem saber o que pensar ou escrever sobre o livro – fiquei duas semanas tentando resenhá-lo. Mas – após muita reflexão – você irá se questionar sobre o amor. Um sentimento que pode ser usado para o bem – se for moderado – e para o mal – se for excessivo. A conclusão que cheguei é: Mesmo que tudo seja tirado de você, ainda restará esperança. Enquanto restar esperança, haverá sentimentos como o amor. E isso não pode ser tirado de você.

“Delírio” é o primeiro volume de uma trilogia escrita por Lauren Oliver – que também é autora do livro “Antes Que Eu Vá”. O segundo livro – Pandemônio – já foi lançado nos EUA. Agora é só aguardar a continuação que promete muita ação – e emoção!

Resenha escrita por Bianca Branco – hellostar.org ©

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